Quinta do Paraíso

A Quinta do Paraíso, localiza-se em Antas (Esposende), dando lugar à. Construção de 94 habitações em condomínio fechado constituindo o segundo maior investimento imobiliário do concelho (em 1995). 

É um terreno com 29.026 m2, com excelente exposição solar, tem um ligeiro declive e encontra-se pontuado com árvores, uma latada de esteios de granito, um poço e uma nora é intra-muros que outrora fazia parte da Quinta do Paraíso.

A zona é caracterizada por divisão constante de terreno com muros e onde acentua a presença de um espírito tipicamente minhoto. Está definido por habitações unifamiliares dispersas no território, com rés-do-chão mais andar, existindo algumas que acrescentam solário.

A primeira ideia do presente loteamento foi de transportar uma certa vivência da vida do campo com uma imagem urbana, garantindo através de uma composição de cheios e vazios, onde impera mais espaços livres que construídos, o que garante um padrão de exce1ente qualidade de vida.

Este empreendimento ocupa apenas 30% do espaço que é da responsabilidade do arquitecto Óscar Morgan.

Para este responsável o projecto apresenta uma matriz urbana, mas em consonância com a ruralidade do próprio local, tendo sido preocupação dos técnicos aproveitar as características da Quinta do Paraíso, nomeadamente a grande quantidade de água, o granito e a ruralidade onde se insere.

Estabeleceu-se um dinamismo estrutural e funcional, assim, garantindo a independência funcional e espacial dos 1otes através da articulação entre a envolvente próxima e as infra-estruturas de acesso tornando-se num compromisso sério que garante a uniformidade e a qualidade em termos arquitectónicos e sociais.

A composição espacial das moradias, proporcionados pelas moradias e pelos espaços que o envolve que não massifica o loteamento. As moradias estão conjugadas de forma variável e formam vários conjuntos em termos de propriedade horizontal. Entre as moradias existem, percursos com largura variável, que atravessam o loteamento e poderá ser, consoante o uso das pessoas, áreas de passeios, ou para acesso às áreas destinadas ao condomínio ou para acesso às garagens e proporcionam a não massificação do conjunto. Relativamente aos arranjos exteriores, ficou definido um desenho simples e sóbrio. A proposta tende a repor parte da vegetação existente, e serão consideradas áreas verdes onde se implantarão pequenos arbustos, relva e árvores, que terão a função de dotar o empreendimento com zonas de sombra e estar. Assim, a zona verde encontra-se "espalhada" ao longo das habitações e do loteamento, em vez do tradicional espaço verde, alargando-se o espectro do "pulmão verde", atenuando consideravelmente a densidade de construção. 

A definição de uma praceta que seja o elemento aglutinador, de aproximação e de convívio dos habitantes do loteamento. Este espaço destinado para vários tipos de actividades lúdicas é uma praceta composta por uma nora, um percurso de esteios de granito, e por uma cortina de água, ponteado com árvores e um, extenso manto verde e um lajedo de granito assente sobre almofada de areia, evitando impermeabilização do solo.

E neste pressuposto que se propõe este empreendimento, posicionando e articulado no terreno, como forma de valorizar área verde existente, usufruindo do conforto e privacidade, enquadrados por uma paisagem única de mar e serra, onde múltiplas infra-estruturas de lazer lhe oferecem momentos inesquecíveis. O empreendimento, teve custos superiores a dois milhões de cantos, foi concluído em 5 fases, terminadas a última no final 2003, incluiu ainda piscina (exterior e interior), court de ténis, parque infantil campo de futebol e uma área comercial aberta ao público. As habitações tipo T4 e T3 com vista para o mar e com uma área coberta de 300 m2 e 215 m2 são constituídas por cave, r/chão, primeiro andar e sótão com solário foram pensadas em termos de comodidade com materiais no sentido de proporcionarem o descanso as pessoas do stress diário. 

Este empreendimento, localizado no lugar de Belinho, em Antas, beneficia de excelentes acessos pelo IC1 e faz parte da Quinta do Paraíso legado deixado pelo barão de Maracanã.

Da quinta fazem ainda parte a Casa dos Barros, edifício em granito, que é considerado o melhor do concelho, o qual não sofreu qualquer intervenção.